Quem é você? Como a sua personalidade influencia a sua vida e os seus relacionamentos? Que inteligências naturais você possui? O que limita o seu potencial?

O seu rosto diz muito sobre você, dos seus talentos pessoais, seus desafios potenciais e a sua personalidade. Cada traço, cada aspecto facial traz consigo uma relação direta com o seu interior e revela as suas tendências comportamentais inerentes ao seu padrão de personalidade, cujo o conhecimento pode propiciar um grande crescimento e transformação nos âmbitos pessoal e profissional.

A Fisiognomia (Leitura Facial) é uma técnica que possibilita compreender o comportamento e a personalidade, de si mesmo e de outras pessoas, através da observação das características dos seus traços faciais e corporais.
 

Fisiognomia – Uma Arte Milenar

Busto de um homem, primeiro Sec. A.C.; Republica Romana – Arte inspirada na Tradição Fisiognomônica.

Também conhecida como Psicofisiognomonia, Fisiognomonia, Personologia, Morfopsicologia, Visage ou Siang Mien, a Leitura Facial existe a milhares de anos e é utilizada milenarmente no oriente e no ocidente como um dos principais métodos de diagnóstico de saúde e de avaliação comportamental.

A Idade Média descobriu a fisiognomonia através do Islã, do Egito e da Índia. Aos muçulmanos se deve uma versão abreviada do tratado de Aristóteles, em que o filósofo aconselha Alexandre quanto à escolha de seus ministros, amigos e escravos.

A fisiognomia árabe tinha também sua tradição com uma abundante literatura. O manual de medicina (Al-Tibb al Mansûrî) de Rhazès dedica-lhe 58 capítulos, o Kitâb-al-Firâsa, de Al-Râzi (1209), tem excelentes especulações sobre natureza e as formas animais do homem.

No Extremo Oriente, na China, a arte milenar da leitura facial (onde é chamada de Siang Mien) data da época do imperador amarelo. Inicialmente, era uma ferramenta de diagnóstico dos praticantes da medicina chinesa.

Depois se tornou um método de estudo da personalidade e divinação chinesa utilizada pelos imperadores no momento de escolher os cargos do governo e para ajudá-los a tomar decisões importantes.

Este conjunto de conhecimentos baseado na experiência da medicina oriental e que conta com milhares de praticantes em todo o mundo, remonta aproximadamente “cinco mil anos”.

Conheça abaixo, cinco das inúmeras vantagens de se conhecer e utilizar a Fisiognomia em sua vida.

Com a aplicação da Fisiognomia você poderá:

1. Desenvolver o autoconhecimento e conhecer as suas inteligências naturais, utilizando-as a seu favor para valorizar-se e impulsionar o sucesso nos âmbitos pessoal e profissional.

2. Compreender o comportamento e o motivo das atitudes de outras pessoas, e com essa compreensão, cultivar relacionamentos interpessoais mais produtivos, gratificantes e sólidos na família, no trabalho e no dia-a-dia.

3. Obter maior êxito social, agindo com autoconfiança, expansividade e desinibição diante de pessoas desconhecidas e em qualquer tipo de evento.

4. Saber se comunicar e liderar com maior eficácia, adaptando o seu estilo de linguagem ao de outras pessoas, para que elas lhe compreendam melhor, reconheçam as suas idéias e se sintam motivadas a cooperarem com os seus projetos e objetivos.

5. Ampliar o seu potencial e qualidade de vida, identificando e neutralizando padrões comportamentais que estejam travando o seu crescimento.

Por que a Fisiognomia é Essencial para a Vida Moderna?

A Fisiognomia favorece o desenvolvimento de competências interpessoais e comportamentais.

Duas das competências mais urgentes e valorizadas social e corporativamente hoje são a competência interpessoal e a competência comportamental. Abra qualquer livro, jornal ou site que você as verá como pré-requisitos fundamentais para qualquer pessoa que queira obter sucesso, independente da área em que atue.

Competência Interpessoal está ligado à habilidade de se relacionar bem com diferentes tipos de pessoas, ter eficácia na comunicação, saber trabalhar bem em equipes, ter capacidade para liderar e influenciar pessoas.

Competência Comportamental está ligado à capacidade de se gerenciar emocionalmente, saber lidar com pressões, ter autoconfiança, conhecer a si mesmo, ter capacidade de evoluir-se constantemente, estar aberto a mudanças e saber agir com alta-performance.

A Fisiognomia é uma das ferramentas mais práticas para desenvolver estas competências. Raríssimas pessoas possuem a capacidade de avaliar profundamente a si mesmo e a outras pessoas. Ter conhecimento dos seus dons naturais e desafios potenciais auxilia a pessoa a ser mais competente comportamentalmente. E ter conhecimento dos padrões de personalidade de outras pessoas, seus pontos fortes, pontos a desenvolver, preferência e aversões, é obviamente, a base fundamental para se exercer a competência interpessoal.

Quais são as características comportamentais desta pessoa?

Uma prova disso se dá num teste simples. Observe a foto ao lado e responda as perguntas sobre esta pessoa:

1. Qual é o estilo de trabalho dela em equipe? Como liderá-la eficazmente?

2. O que ela valoriza em primeiro lugar ao tratar de qualquer assunto com ela?

3. Como se relacionar bem e influenciar essa pessoa a colaborar com você?

4. Como esta pessoa toma decisões preferencialmente?

5. O que motiva e o que desmotiva esta pessoa no trabalho ou no dia-a-dia?

6. Que tipos de atividades profissionais dão mais prazer a ela?

7. O que faz com que ela se sinta reconhecida por outras pessoas?

8. Como você atenderia, venderia ou negociaria eficazmente com essa pessoa?

9. Como ela seria num cargo de liderança? E como membro de equipes?

10. Que influência teriam a sua personalidade dentro de uma organização?

11. Como ela reage ao estresse ou pressão?

12. Quais os seus 3 pontos mais fortes (Talentos) e os seus 3 desafios a serem desenvolvidos comportamentalmente?

Como você pôde notar, é muito limitada a nossa capacidade de responder satisfatoriamente a perguntas tão vitais quanto estas para a nossa vida pessoal, profissional ou negócios.

Conhecendo o nosso método de Leitura Facial, você seria capaz de responder a cada uma das perguntas feitas acima, em 1 minuto ou mesmo em questão de segundos. Isso demonstra como a Leitura Facial é essencial para qualquer pessoa ou organização no dia-a-dia moderno.

Conheça mais sobre a Fisiognomia!

Os Três Centros de Inteligência

O Cérebro Triúno

No Método de Leitura Facial do IBRAFIS, a teoria do cérebro triuno é um dos pilares centrais para se comprender a relação entre o corpo e a personalidade. O Ser Humano tem três maneiras de perceber o mundo: pensar, sentir e fazer. É uma fórmula antiga e simples, mas também é uma maneira precisa de olhar para o Ser Humano. Se começarmos a pensar sobre esses três aspectos como tipos de Inteligência, as coisas se tornam mais claras para nós. Não só se expande a nossa compreensão da inteligência humana, mas também acabamos valorizando os aspectos de nós mesmos que precisam de atenção em nosso processo de auto-desenvolvimento.

Todos nós identificamos à primeira vista a inteligência com o “pensar”, mas não necessariamente com o “sentir” ou com o “fazer”. No entanto, quando refletimos mais cuidadosamente, podemos ver que todas as três funções são maneiras igualmente importantes de perceber o mundo, e que cada uma delas nos dá informações e capacidades que as outras não podem dar.

Por exemplo, o pensar estabelece leis e regras pelas quais governamos a vida; sem essas normas reinaria a anarquia, e não teríamos parâmetros para guiar nossa vida. O sentir, porém, examina essas leis e regras aplicando-as às situações humanas e decidindo quais são as mais importantes em situações específicas; sem essa abordagem, não haveria doação nos relacionamentos humanos, não haveria sentido de valorização das pessoas para quem as leis são feitas.

Com a inteligência do fazer, mobilizamos nossa energia para agir sobre os pensamentos e avaliações que procedem das outras duas inteligêncas. Sem a vontade de agir, nada resultaria de todo o processamento mental; ninguém se beneficiaria de nossos pensamentos ou sentimentos, e as leis e regras que estabelecemos jamais teriam um efeito real sobre a nossa vida.

Cada uma dessas três inteligências é necessária para que uma pessoa viva uma vida saudável e equilibrada. Ao identificar a inteligência só com o pensar, causamos um grande prejuízo para nós mesmos. Ao excluir o tipo de inteligência que o sentir e o fazer fornecem, impedimo-nos de entender e usar o nosso verdadeiro potencial.

Esta interpretação da mente humana é corroborada pela maioria das recentes pesquisas modernas sobre o cérebro humano. De acordo com esses estudos, os Seres Humanos possuem simbolicamente três cérebros:

Cérebro Instintivo

O núcleo central mais antigo de nosso cérebro é o Cérebro Réptil, que costuma ser chamado de Cérebro Físico ou Instintivo. Nele se encontra o Centro Criativo, que entende o mundo físico; é dele que temos o senso de como lidar com este mundo.

O Tronco Encefálico (cérebro réptil) é formado basicamente pelo bulbo raquiano, que é uma extensão da medula espinhal, em cujo interior se encontra a SRAA (Substância Reticular Ativadora Ascendente), e pelo gânglio basal, que corresponde pela função motora e pela memória básica dos padrões sensoriais. Depois de passar pela SRAA e pelo gânglio basal, os impulsos chegam ao sistema límbico e ao neocórtex e, então, retornam aos músculos, pelo Sistema Nervoso Deferente, para efetuar a ação.

Esta é a área responsável pelo comportamento básico e pelas ações que podem ser desenvolvidas mecanicamente, tais como rotina, imitação e repetição. E a esta porção do encéfalo podemos relacionar: instinto de preservação, preocupação/habilidade com posses materiais, habilidade para trabalhos manuais em geral, capacidade de concretização de idéias, habilidade para lidar com máquinas e equipamentos, pontualidade, agilidade, boa admiração do tempo.

Cérebro Emocional

A camada seguinte é o Cérebro Mamífero, conhecido como o Cérebro Emocional. Nele se encontra o Centro Relacional, que processa as emoções e entende a dimensão da vida que abrange os relacionamentos humanos.

O Sistema Límbico (cérebro mamífero) é um complexo sistema que se encontra abaixo do neocórtex, bem atrás do nariz, composto por estruturas celulares, dentre as quais destacamos: tálamo, amígdala, hipotálamo, bulbos olfativos, região septal e hipocampo, cada uma delas com funções e características específicas.

Associado à afetividade, o tálamo é a maior estrutura do sistema límbico que funciona como um retransmissor dos impulsos sensoriais ao neocórtex. Suas funções básicas são a integração sensória e motora. O hipotálamo, associado ao prazer e à dor, tem cerca de 1/300 do peso total do cérebro e o tamanho de uma ervilha e se localiza na base do cérebro, respondendo por algumas importantes funções, como a temperatura corporal, as emoções, a fome, a sede e os ritmos biológicos. As amígdalas são associadas à agressividade verbal. Os bulbos olfativos, à respiração e às emoções. A região septal, à sexualidade. O hipocampo, à memória e ao aprendizado.

Ao Sistema Límbico, também conhecido como o centro dos sentimentos e das emoções humanas, podemos relacionar: alegria e tristeza, intuição, imaginação, romantismo, afetividade, habilidade de expressar-se com o corpo, prazeres simples e naturais, preocupação com o futuro e criatividade.

Cérebro Racional / Intelectual

Finalmente, coroando tudo há o Neocórtex, o Cérebro Humano, ou Cérebro Pensante (Racional). Nele se encontra o Centro Mental, que tem o papel de pensar, abstrair e objetivar.

O Neocórtex Cerebral é a camada mais externa do cérebro (córtex vem do latim e significa casca) que tem uma espessura variável entre 2 e 6mm e os lados esquerdo e direito ligados por um grosso feixe de fibras nervosas chamado “corpo caloso”. Tem superfície irregular, com áreas de maior protuberância com pequenos sulcos, o que dá a conhecida aparência enrugada do cérebro.

Ao neocórtex podemos relacionar: capacidade de argumentação, método, minúcia e detalhe, agilidade mental, clareza para discernir, fluência verbal, autocontrole, prudência, questionamento, precisão para justificar idéias ou ações e organização.

Essas três camadas do cérebro humano desenvolvem-se de dentro para fora nos primeiros anos de vida. Por ocasião do nascimento, desperta o cérebro físico, e alguns meses mais tarde despertam as emoções junto com a consciência dos relacionamentos. E por fim, desenvolvimento físico dá maior liberdade ao bebê, conduzindo-o para situações mais complexas, que exigem o uso dos processos de pensamento do cérebro intelectual.

Todos nós nascemos geneticamente influenciados por 1 ou mais dos Centros de Inteligência. A configuração dos nossos centros predominantes e reprimido, nos predispõem a um conjunto de padrões corporais e temperamentos, que somados ao ambiente, vivências, educação e cultura formam a nossa personalidade e o nosso padrão corporal presente.

A Influência Corporal dos Centros de Inteligência

Nas imagens e textos abaixo, conheça algumas características físicas e comportamentais de acordo com o Centro de Inteligência Preferido.

Pessoas do Centro Criativo

Estas pessoas interpretam a vida por meio de uma necessidade de agir rapidamente ao lidar com qualquer situação.

Jon Favreau, Ator Americano.

O propósito mais elevado desse centro é o movimento, a intenção e a realização. As pessoas que preferem esse centro, porém, usam-no excessivamente e abusam dele, mascarando assim seus verdadeiros propósitos e usando seu impulso para a ação imediata como sua abordagem primária da vida, pessoas e situações.

Essas pessoas sabem como reagir por meio de seus sentimentos entranhados. Com altas expectativas em relação a si mesmas, aos outros e à vida em geral, presumem que todos deviam contribuir com a vida fazendo alguma coisa. Desenvolvem habilidades incomuns de perceber e interpretar a realidade física e assim sabem o que está acontecendo; muitas vezes têm um pressentimento agudo das mudanças que estão para acontecer no ambiente.

Sentem-se valiosas quando têm capacidade de fazer diferença na vida por meio de suas palavras, ações e influência, e sem valor quando não o fazem. Se os outros são diretos, honestos e justos com eles, sentem-se seguros, confiantes e autoconfiantes. Quando as ações e as palavras dos outros não combinam bem, começam a se sentir inseguros e podem se tornar abertamente hostis.

Superestimar o Centro Criativo causa uma leve antipatia em relação à vida como eles a conhecem, um senso inconsciente de que nada é como deveria ser. Assim, medem constantemente seu desempenho em relação ao dos outros e à situação. O questionamento interminável de sua própria importância acaba minando sua auto-estima e concentrando a atenção na sua incapacidade de mudar todos os aspectos da vida que eles acreditam que precisam de mudança.

Pessoas do Centro Relacional

Estas pessoas interpretam a vida por meio dos sentimentos e emoções pessoais.

Bindu Madhavi, Atriz Indiana

As pessoas que preferem esse centro tendem a personalizar as questões e relacionamentos, tomando assim as coisas como questão pessoal. Sua percepção rápida no plano psicológico permite-lhes analisar a dimensão humana de uma pessoa ou situação quase que instantaneamente. Possuem antenas emocionais altamente desenvolvidas, o que lhes permite “ler” as pessoas e situações de maneira não verbal – por meio do tom de voz, dos maneirismos ou de pensamentos não expressados, por exemplo.

Numa situação como trabalhar num projeto, se a atitude de um colega de trabalho se torna objetiva demais, distante ou concentrada na conclusão, as pessoas que preferem o Centro Relacional costumam se sentir ameaçadas e rotulam a outra pessoa de afastada ou distante. Em seguida identificam a falta de interação como procedente de um conflito de personalidade ou de uma deficiente química pessoal.

Sentem-se bem consigo mesmos quando reagem bem às pessoas e mal quando não o fazem. Conscientes das necessidades e sentimentos dos outros, tentam conseguir deles uma reação favorável. Quando os outros reagem a eles de maneira positiva, sentem-se livres, abertos e confiantes; mas quando sentem rejeição ou qualquer outra reação negativa, tendem a se retrair – às vezes magoados, outras vezes confusos.

Sua preocupação mais profunda é com a imagem que os outros tem deles. Ao valorizar excessivamente o Centro Relacional, precisam de pessoas à sua volta e sabem conscientemente como fazer isso. Percebendo a vida basicamente como uma empreitada interpessoal, fazem uma constante avaliação da sua capacidade de se relacionar. Um senso arraigado de não serem merecedores de amor corrói e mina seu senso de auto-estima.

Pessoas do Centro Mental

Estas pessoas interpretam a vida por meio da informação e do conhecimento.

Rose Cordero, Modelo / República Dominicana

O propósito mais elevado desse Centro é ver, ganhar consciência e captar o verdadeiro significado da realidade. As pessoas que preferem esse centro, porém, usam-no excessivamente e abusam dele ao olhar para tudo, desde um complicado problema matemático até um relacionamento pessoal, sob o mesmo ponto de vista desapaixonado – interesse objetivo e curiosidade impessoal.

O interesse de fazer perguntas e discutir os assuntos produz uma abundância de informações com os quais eles então reagem às pessoas e situações. Quando recebem respostas emocionalmente carregadas às suas perguntas, ou quando tiram conclusões sem deliberar, eles tendem a filtrar os sentimentos e esmiuçar as reações. Então analisam as informações de acordo com um esquema predeterminado de categorias.

Sentem-se bem consigo mesmos quando conhecem e analisam corretamente as informações e mal quando não o fazem. Se o trabalho, os projetos e os relacionamentos vão bem, interpretam esses resultados como uma confirmação do seu acerto na análise das informações e assim ficam confiantes, objetivos, curiosos e observadores. Se a vida se torna complicada e desarranjada, eles se retiram para a cabeça, reanalisando e reorganizando as mesmas informações. Se concluírem que estavam certos e os outros errados, teimam em provar isso.

Supervalorizando o Centro Intelectual, precisam entender onde e como se encaixam na vida e nas situações. Seu estilo lógico e impessoal cria um senso inconsciente de superioridade. Acham que os sentimentos desorganizam e abalam, pois nublam o entendimento e levam a decisões e ações impulsivas; um ar de leve desdém serve como defesa contra a emoção. Vendo a vida basicamente como um empreendimento impessoal, criam uma necessidade insaciável de mais informações; nunca saber o bastante os faz sentir incapazes e corrói a sua autoconfiança.

As Três Regiões do Rosto

As Três Regiões do Rosto

Num rosto, região superior representa o intelecto e vai do início dos cabelos, no alto da testa, até as sobrancelhas; a região média representa as emoções e vai do alto dos olhos à base do nariz; a região inferior representa os instintos e vai da base do nariz ao final do queixo.

Região Superior é formada pela testa, sobrancelhas e pela parte superior da cabeça. Esta região pertence metaforicamente ao cérebro intelectual (neocórtex) que envolve todas as partes anteriores e compreende as funções mentais do Ser Humano. Através de seus receptores, esta região se comunica com os sistemas visual e auditivo que dão ao cérebro as informações necessárias para a compreensão e interação como mundo externo, de forma mais abstrata e metafísica.

A Região Média é constituída pela massa facial (osso maxilar superior), nariz e olhos. Esta região, em mamíferos, pertence metaforicamente ao sistema límbico (em torno do precedente, o cérebro límbico, ligado ao sistema vegetativo é o centro das emoções e afetos). Esta região se comunica através de seus receptores com o sistema olfativo e respiratório, que condiciona a expressão das emoções.

Região Inferior (boca, queixo e mandíbula), está associada metaforicamente ao funcionamento do sistema nervoso réptil que se uniu ao centro do encéfalo e é ligado ao sistema nervoso endócrino, sendo portanto, o centro dos instintos originais que através do seu receptor se comunica com o sistema digestivo e reprodutivo que estão intimamente unidos. Assim, na zona inferior, encontramos o impulso forte, em outras palavras, a âncora com o que há de real e a ambição de realizar.

 


*Crédito dos desenhos do cérebro e corpo: Julián Gabarre.

Compreenda os seus Comportamentos e de Outras Pessoas

Com a Fisiognomia você pode conhecer melhor a si mesmo e a outras pessoas.

Com a utilização da Leitura Facial, você se torna capaz de interpretar as características comportamentais de si mesmo e de outras pessoas, através dos seus traços faciais.

A prática da Leitura Facial permite identificar quais são as inteligências e competências naturais que possuímos (nossos dons), e, quais são as inteligências e competências (desafios potenciais e lições de vida) que se encontram reprimidas em nós  e que devemos desenvolver para utilizar ao máximo o nosso potencial pessoal e profissional.

Permite também, a se identificar o mesmo em outras pessoas, beneficiando os relacionamentos, a comunicação, a qualidade de vida e o sucesso nos negócios.

A Leitura Facial transforma completamente o modo com o qual enxergamos a nós mesmos e a outras pessoas, cada rosto, cada gesto, revela a riqueza da diversidade humana.

O que acontece numa Leitura Facial?

Na Análise Facial, o rosto é estudado minunciosamente.

Durante uma Leitura Facial, o Fisiognomista interpreta a estrutura macro do rosto, considerando o formato da face, a influência dos Centros de Inteligência e os seus significados em relação à personalidade da pessoa analisada.

Interpreta também, a porção micro do rosto com profundidade e detalhe, parte a parte: testa, sobrancelhas, olhos, nariz, lábios, orelhas, queixo, maxilar, marcas de expressão e outros fatores complementares à leitura facial como a linguagem não verbal, postura, comportamento, expressões e voz.

Todas essas informações somadas, é que dão a um Fisiognomista uma percepção completa sobre os padrões comportamentais e personalidade de uma pessoa analisada. A partir daí, ele está apto a aconselhar, motivar, liderar, auxiliar em processos de mudança, despertar o potencial de um cliente ou mesmo, estabelecer um melhor relacionamento e comunicação com outras pessoas, e isso tudo em poucos minutos ou segundos após entrar em contato visual com ela.

FATORES COMPORTAMENTAIS ANALISADOS PELA FISIOGNOMIA

Confira abaixo, uma descrição dos fatores comportamentais que podem ser identificados através de uma Leitura Facial (Método IBRAFIS), para que você possa se familiarizar com a nossa abordagem da Fisiognomia.

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1. Centro de Inteligência Predominante

Analisa a influencia das funções do Centro Criativo, Relacional ou Mental numa pessoa.

2. Grau de Iniciativa

Avalia o nível de proatividade ou reflexividade que uma pessoa possui.

3. Abordagem Mental

Analisa o modo com a qual uma pessoa aborda uma situação ou um problema em questão.

4. Estilo de Pensamento

Analisa se uma pessoa é mais voltada para a geração de idéias ou para o concreto.

5. Método de Adaptação

Analisa a preferência por rotinas ou por mudanças, especialização ou inovação.

6. Foco da Atenção

Avalia se o foco de atenção se dirige para o controle, relacionamentos ou informações.

7. Fase Preferencial em Projetos

Avalia o nível de motivação e preferência diante das diversas fases de uma atividade.

8. Manejo de Idéias e Atividades

Analisa a quantidade de informações e atividades com a qual uma pessoa prefere lidar ao mesmo tempo, se valoriza a complexidade ou a sintetização.

9. Espontaneidade Verbal

Analisa o nível de espontaneidade verbal de uma pessoa.

10. Grau de Receptividade

Analisa a receptividade de uma pessoa no contexto interpessoal.

11. Reação em Situações Conflitivas

Analisa a reação emocional de uma pessoa quando está sob pressão ou estresse.

12. Visão de Mundo

Avalia se uma pessoa é mais idealista (otimista) ou realista (pessimista) na análise de situações.

13. Implicação em Relacionamentos

Avalia se uma pessoa se posiciona estratégica ou integralmente nas interações interpessoais.

14. Capacidade de Observação

Analisa se uma pessoa foca a sua atenção em detalhes ou se ela adota uma visão sistêmica.

15. Velocidade na Tomada de Decisão

Analisa a velocidade, a prioridade e a intensidade de uma pessoa no momento de tomar decisões.

16. Grau de Conformidade

Analisa se uma pessoa se pauta mais pela originalidade ou se é mais conformista.

17. Abordagem da Realidade

Analisa em que tipo de realidade a pessoa se foca: factual, emocional ou física.

18. Assimilação de Informações

Avalia o modo com o qual uma pessoa prefere assimilar informações.

19. Estilo de Liderança

Analisa o estilo de liderança de uma pessoa: se ela tende a ser mais democrática ou autocrática.

20. Projeção Social e Influência

Analisa como uma pessoa se projeta socialmente e influencia ambientes e pessoas.

21. Imposição de Valores

Avalia se uma pessoa tende a impor mais as suas idéias ou ser mais receptiva às idéias externas.

22. Trabalho em Equipe

Analisa se a pessoa atua melhor trabalhando cooperativamente ou individualmente.

23. Modelo de Desempenho

Avalia se a pessoa se motiva mais por atuar no planejamento e concepção ou na ação.

24. Estilo de Trabalho

Analisa o estilo com o qual uma pessoa prefere atuar em suas atividades profissionais.

25. Validação de Informações

Analisa o nível de credibilidade que uma pessoa concede a informações externas.

26. Modelo Preferencial de Comunicação

Analisa o modelo de comunicação preferido de uma pessoa.

27. Recepção a Mensagens Externas

Avalia a interpretação que uma pessoa tende a atribuir às comunicações que recebe.

28. Comunicação em Público

Analisa se a pessoa se sente mais confortável tratando com várias pessoas ao mesmo tempo, ou conversando mais reservadamente.

29. Grau de Competitividade e Ambição

Analisa o nível de competitividade e ambição que uma pessoa possui.

30. Tomada de Decisão

Analisa que fatores influenciam e são valorizados na tomada de decisão pela pessoa.

31. Capacidade para Assumir Riscos

Analisa a estratégia de uma pessoa ao lidar com riscos e desafios.

32. Reação a Adversidades

Analisa o modo com o qual a pessoa prefere reagir quando diante de adversidades.

33. Busca de apoio em Adversidades

Analisa se uma pessoa tende a buscar apoio ou prefere atuar sozinha quando em adversidades.

34. Senso de Tempo

Analisa como uma pessoa se orienta quanto ao tempo, se tende a organizá-lo cronologicamente ou se prefere viver no presente, associando-se intensamente aos eventos.

35. Direção da Atenção

Avalia se a atenção de uma pessoa é mais centrada em si mesma ou para fora de si, se ela é introvertida ou extrovertida.

A Fisiognomia (Leitura Facial) é uma ciência?

Não. Ela é uma “técnica”. Embora você possa encontrar vários sites ou livros afirmando que ela é uma ciência, ela não é. Atualmente há inúmeros trabalhos científicos que corroboram para a existência de uma relação entre o corpo e o comportamento. Estes trabalhos de pesquisa geralmente abordam uma pequena porção da face ou do corpo, tratando, por exemplo, da relação entre o formato da mandíbula e a agressividade, não existindo, portanto, um estudo científico conclusivo baseado na pesquisa de todos os traços faciais ao mesmo tempo, o que a meu ver, seria impossível dentro do paradigma científico atual, dado as variantes envolvidas neste tipo de pesquisa e a complexidade humana, que tende a ser extremamente simplificada dentro do método determinista da ciência cartesiana.

Por esta razão é que, em nossa visão, a Leitura Facial deve ser encarada como uma “técnica” construída a partir de estudos empíricos, de milhares de anos, de paradigma holístico e fundamentação em bases científicas, – no caso do método IBRAFIS – considerando as mais recentes pesquisas científicas que tratam da relação entre o corpo e o comportamento como corroboração.

A Fisiognomia (Leitura Facial) funciona?

Sim. A Leitura Facial, em sua aplicação correta, tem um acerto superior a 92% quando feita por um profissional. Como qualquer técnica ou método para a avaliação de características comportamentais, a Leitura Facial tem as suas aplicações e limitações.

Quando aplicada dentro da sua área de abrangência, a sua eficácia e sucesso são certos, mas, quando se tenta utilizá-la como uma panacéia, método de adivinhação, predição do futuro ou julgamento de índole, obviamente a sua eficácia decresce imediatamente, até o ponto de se tornar totalmente ineficaz, assim como acontece com qualquer outro método ou técnica que se proponha ser uma “bola de cristal”. 

É ético utilizar a Leitura Facial? Não corro o risco de estereotipar as pessoas?

 

É extremamente ético utilizar a Leitura Facial. A sua utilização, ao contrário do que se possa imaginar, contribui para que evitemos utilizar os estereótipos culturais e preconceitos aprendidos durante a nossa vida. Por acaso, já não lhe aconteceu de você conhecer uma pessoa e já de início não “ir com a cara dela”? Isto geralmente acontece por causa dos estereótipos culturais ou inconscientes que possuímos como base de valores em nossa mente.

Quando enxergamos numa outra pessoa aquilo que é reprimido em nós, é comum justificarmos que o nosso “anjo” não foi com o anjo dela. Um exemplo disso, é quando uma pessoa que é muito conservadora, racional e introvertida é apresentada a uma outra pessoa totalmente liberal, emocional e extrovertida. Inconscientemente, o cérebro das duas pessoas reconhece um certo perigo em ter que sair da sua zona de conforto para conviver e se adaptar ao estilo pessoal da outra pessoa, o que o faz gerar uma sensação instantânea de desconforto associado àquela pessoa. No meio corporativo isto é extremamente grave, e eleva muito os prejuízos no clima organizacional e na qualidade de vida em equipes.

Quando uma pessoa conhece e aplica a Leitura Facial, ela enxerga as outras pessoas em termos de potenciais e estilos pessoais que são todos positivos embora distintos, contribuindo para se perceber que as diferenças existentes entre uma outra pessoa e nós, são apenas características comportamentais complementares, que somadas ao nosso estilo pessoal nos impulsiona ao crescimento. 

O que a Fisiognomia analisa? Li em outros sites que através dela é possível prever o destino, saber se uma pessoa é honesta e que pessoas racistas ainda a utilizam para julgar pessoas, isso é verdade?

 

A Fisiognomia Analisa:

1. Fatores Comportamentais: A Fisiognomia visa mapear as competências comportamentais, talentos e inteligências naturais que uma pessoa possui, com o propósito de compreender o seu potencial e auxiliar em seu crescimento e autoconhecimento.

A Fisiognomia Não Analisa:

1. Caráter, índole ou conduta ética: A Fisiognomia não avalia se uma pessoa é honesta ou é desonesta, se possui um bom ou mau caráter, ou se é justa ou corrupta.

2. História de vida ou destino: A Fisiognomia não analisa o que a pessoa viveu no passado ou o que viverá no futuro. Não é advinhação e nem faz predições, é uma técnica. Algumas pessoas utilizam a teoria chinesa chamada Siang Mien de 3000 anos atrás e tentam aplicá-la ainda hoje sem considerar o seu avanço, sustentando crendices sobre ser possível saber o destino através do rosto, o que é determinista e não mais aceitável contemporaneamente por Fisiognomistas profissionais sérios em todo o mundo. No Brasil, boa parte da literatura sobre o tema é cópia de teorias ultrapassadas e não atualizadas para os dias atuais. Fisiognomia associado à advinhação é algo da época medieval e da antiguidade oriental.

3. Conhecimento, valores e crenças: A Fisiognomia não avalia o quanto uma pessoa conhece, no que acredita e nem os seus valores pessoais. Não permite “ler” a mente de outras pessoas ou saber o que pensam.

4. Tipo de personalidade: A Fisiognomia não define um tipo de personalidade, não encaixa e nem reduz as pessoas a um “tipo” predeterminado, como acontece em outros métodos de avaliação.

5. Cor ou raça: No século 19, o médico e criminologista Cesare Lombroso, inspirado na teoria da “Frenologia” criada por Franz Joseph Gall um século antes, buscou justificar uma teoria que tinha como objetivo qualificar ou desqualificar pessoas como superiores ou delinquentes para a sociedade. Ele, junto a diversos de seus contemporâneos (eugenistas) tentavam advinhar se uma pessoa representaria um perigo social e o estágio de evolução em que se encontravam, baseando-se em muito na teoria de Darwin e nas idéias escravocatas (racistas) da época.

Neste período, diversas ciências, entre elas: a medicina, a genética, antropologia, sociologia, direito e psicologia, foram utilizadas por cientistas, elite, governos e intelectuais como forma de defender idéias escravocatas, o racismo científico e o chamado Darwinismo Social.

Fruto de uma sociedade e elite preconceituosa, a teoria de Lombroso e as idéias eugenistas foram totalmente invalidadas pela ciência no decorrer do tempo. O fato de Lombroso ter tentado encontrar evidências físicas que distinguissem uma pessoa “dita” superior de possíveis delinquentes, fez com que as suas idéias fossem infelizmente associadas à Fisiognomia na época, embora ele tenha se baseado na Frenologia.

Pessoas leigas ou mal informadas, ao lerem o termo “Fisiognomia” até hoje a associam às teorias lombrosianas e eugenistas, sem considerar que a Fisiognomia, assim como a medicina, a sociologia, a psicologia, a genética e outras ciências evoluíram muito desde o século 19.

A Fisiognomia atual não considera que existam distinções entre pessoas de cor ou etnias diferentes, uma vez que os traços faciais e características comportamentais analisados são comuns a “todos” os Seres Humanos. Hoje, conhecer e praticar a Fisiognomia é um modo de combater e refutar o preconceito. 

Caso você tenha alguma outra dúvida sobre a Leitura Facial, por favor, envie-nos a sua pergunta através do nosso formulário de contato. Teremos o prazer em lhe responder.